Elza Maria de Souza Rodrigues

1° Ano de Pedagogia - Turma A - Universidade Bandeirante - Campus Campo Limpo

" É NO PROBLEMA DA EDUCAÇÃO QUE ASSENTA O GRANDE SEGREDO DO APERFEIÇOAMENTO DA HUMANIDADE" (KANT)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Pedagogia de Projetos no Processo Ensino-Aprendizagem da Educação Infantil

      A criança é um ser em desenvolvimento, com potencial para tudo, mas que depende de nossa experiência para aprender, a coisa errada ou certa...

      Modernamente, a escola objetiva formar cidadãos autônomos e participativos na sociedade. Para conseguir formar este cidadão, é preciso desenvolver nos alunos a autonomia, a qual deve ser despertada desde a Educação Infantil. A Pedagogia de Projetos encontra-se como um instrumento de fácil operacionalização dentre a gama de possibilidades para atingir tal intento. A Pedagogia de Projetos é uma metodologia de trabalho educacional que tem por objetivo organizar a construção dos conhecimentos em torno de metas previamente definidas, de forma coletiva, entre alunos e professores.

      O projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma metodologia de trabalho destinada a dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente. Significa acabar com o monopólio do professor tradicional que decide e define ele mesmo o conteúdo e as tarefas a serem desenvolvidas, valorizando o que os alunos já sabem ou respeitando o que desejam aprender naquele momento.

      Na Pedagogia de Projetos, a atividade do sujeito aprendiz é determinante na construção de seu saber operatório e esse sujeito, que nunca está sozinho ou isolado, age em constante interação com os meios ao seu redor. Segundo Paulo Freire "o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo". O papel do educador, em suas intervenções, é o de estimular, observar e mediar, criando situações de aprendizagem significativa. É fundamental que este saiba produzir perguntas pertinentes que façam os alunos pensarem a respeito do conhecimento que se espera construir, pois uma das tarefas do educador é, não só fazer o aluno pensar, mas acima de tudo, ensiná-lo a pensar certo.

      O mais importante no trabalho com projetos não é a origem do tema, mas o tratamento dispensado a ele, pois é preciso saber estimular o trabalho a fim de que se torne interesse do grupo e não de alguns alunos ou do professor, só assim o estudo envolverá a todos de maneira ativa e participativa nas diferentes etapas.

      É importante perceber a criança como um ser em desenvolvimento, com vontade e decisões próprias, cujos conhecimentos, habilidades e atitudes são adquiridos em função de suas experiências, em contato com o meio, e através de uma participação ativa na resolução de problemas e dificuldades. Por isso, ao desenvolver um projeto de trabalho, os educadores devem estar cientes que algumas etapas devem seguidas:

      A primeira delas é a intenção, na qual o professor deve organizar e estabelecer seus objetivos pensando nas necessidades de seus alunos, para posteriormente se instrumentalizar e problematizar o assunto, direcionando a curiosidade dos alunos para a montagem do projeto.

      Em seguida, a preparação e o planejamento; nesta segunda etapa, planeja-se o desenvolvimento com as atividades principais, as estratégias, a coleta do material de pesquisa, a definição do tempo de duração do projeto, e como será o fechamento do estudo do mesmo. Ainda nesta fase, o professor deve, elaborar com os alunos a diagnose do projeto que consiste em registrar os conhecimentos prévios sobre o tema (o que já sabemos), as dúvidas, questionamentos e curiosidades a respeito do tema (o que queremos saber) e onde pesquisar sobre o tema, objetivando encontrar respostas aos questionamentos anteriores (como descobrir). Essas atividades prestam-se a valorizar o esforço infantil, contribuindo para a formação do autoconceito positivo.

      Execução ou desenvolvimento; é nesta etapa que ocorre a realização das atividades planejadas, sempre com a participação ativa dos alunos, pois eles são sujeitos da produção do saber e, afinal, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção. É interessante realizar, periodicamente, relatórios parciais orais ou escritos a fim de acompanhar o desenvolvimento do tema.

      E enfim, a apreciação final, na qual é necessário avaliar os trabalhos que foram programados e desenvolvidos, dando sempre oportunidade ao aluno de verbalizar seus sentimentos sobre o desenrolar do projeto, desse modo ao retomar o processo, a turma organiza, constrói saberes e competências, opina, avalia e tira conclusões coletivamente; o que promove crescimento tanto no âmbito cognitivo, quanto no social, afetivo e emocional.

      É possível a realização de dois ou três projetos concomitantes com bastante proveito, uma vez que podem abranger diversas áreas de conhecimento, o que oportuniza o desenvolvimento da autonomia para solucionar problemas com o espírito de iniciativa e de solidariedade.
Crianças - A Educação nos Primeiros Dias

      Repetir uma personalidade é simples, construir uma nova, não! Se nosso mundo parece imperfeito, injusto, repleto de indivíduos egoístas, onde o conflito pessoal parece ser uma coisa inevitável, nós, como adultos e educadores, precisamos aprender alguma coisa, algo além das fórmulas que já foram exaustivamente tentadas para resolver essa questão.
      Mas, do mesmo modo que o agricultor, que deseja se tornar mestre em cultivo precisa conhecer porque sua colheita não se desenvolve adequadamente, como educadores, também precisamos saber, porque nossas crianças e alunos continuam a repetir os antigos comportamentos, os mesmos que construíram o mundo repleto de vícios e imperfeições que ora não nos agrada.
      A lógica é bem simples: se não nos agrada, se aparentemente não agrada a uma maioria expressiva, por que razão se perpetua ao longo dos séculos, o sofrimento humano e suas causas, os conflitos entre indivíduos, a violência, a inveja, e todas essas coisas que conhecemos bem? Por que continuam nossos filhos e filhos destes a repetirem os mesmos conflitos dos seus antepassados, as mesmas angústias, as mesmas formas de medo, tamanha confusão?
      Será que como educadores e pais ainda não dos damos conta disso; dos ciclos que se repetem, dos comportamentos que criam novos indivíduos a imagem e semelhança dos antigos, incluindo seus problemas?Especialmente como pais, será que não temos em nossos filhos uma cópia de nossas angústias pessoais, gostos e tradições, exatamente como também já fizeram conosco nossos pais, e como já herdaram nossos avós de seus predecessores?
      Reconhecer onde está um problema deve ser a primeira providência a ser tomada por aquele que pretende solucioná-lo; mas se apenas deseja passá-lo como herança à posteridade, então nada deve ser feito, apenas repetir o processo, passar adiante aquilo que já aprendemos.
      Se de uma sementeira apenas alguns grãos são capazes de germinar, reconhecer que ali, dentre os sadios, existem grãos defeituosos, deve ser o primeiro passo do agricultor que pretende ter uma boa colheita. Depois, como ele fará para separar os defeituosos dos sãos, deverá ser sua providência para resolver o problema.

      Se nossos esforços contemplam apenas nossos interesses, como podemos suprir os interesses dos nossos filhos?
      Supondo que assim seja por tradição, isto é, que sementes saudáveis, por força de antigos costumes praticados durante anos, onde, aquele que não serve é igualmente misturado ao que serve, continuar com tal prática, sugere que uma boa colheita jamais será possível. Ciente de que na antiga prática está o problema, parte da solução já está encaminhada.
      O Cuidar tem hora para começar, jamais para terminar. Supondo que alguém, ao dirigir-se ao rio para coletar água e levar para sua casa, perceba que seu vasilhame está com muitos furos. Depois de tentar várias vezes transportar a água, ele percebe que, se caminhar mais depressa, poderá chegar em casa, com uma quantidade maior de água. Então ele resolve que aquilo é a solução para o problema, e daí passa o costume para seus herdeiros.
      Agindo dessa forma, não estaria resolvendo o problema, mas, apenas admitindo que tal prática seja coisa válida. Seria o mesmo que tentar resolver o problema do sofrimento humano, apenas aumentando, por exemplo, as formas capazes de lhes proporcionar algum tipo de alegria.
      Assim, como pais e educadores, se de verdade nos preocupamos com o futuro de nossos filhos e alunos, com o futuro da humanidade, que são seus indivíduos, em primeiro lugar, precisamos estar cientes de que os problemas, causas das aflições de todos, são modelos de conduta que se perpetuam através dos tempos, incrustados em nossas vidas como tradições, como dogmas, como verdades que, nos fazem acreditar, serem coisas necessárias, imprescindíveis ao nosso viver, impossíveis de serem mudadas.
      Reconhecer onde está o problema é parte da solução. Depois, reconhecer que o novo modelo não pode ser derivado do antigo, é a solução em si. De que adianta descobrirmos uma nova forma de arar e preparar o terreno, novos fertilizantes e meios de irrigação, se as sementes continuam as mesmas de antes?
      Cumpre como de extrema urgência a pais e educadores, descobrirem por si mesmos a verdade contida em tudo isso, pois apenas dessa forma, serão capazes de não repetirem os antigos vícios, todas as antigas formas de conduta, responsáveis direto pelo sofrimento e desespero do homem sobre a terra, em nossos dias, e talvez, em dias vindouros.

sábado, 21 de agosto de 2010

HIGIENE BUCAL


Higiene Bucal
Você sabe o que é Higiene Bucal?
A higiene bucal é a melhor forma de prevenir cáries, gengivite, mau hálito e outros problemas na boca. A higiene bucal ajuda a deixar os dentes saudáveis. Dentes saudáveis têm menos cáries, são limpos e ajudam a falar bem e mastigar corretamente os alimentos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

BOAS MANEIRAS


Boas Maneiras
Já aconteceu de você estar na fila para comprar o lanche na escola, e um colega entrar na sua frente? E quando você está falando no telefone, contando as últimas notícias para sua colega e seu irmão resolve tocar bateria! Pois estas situações sempre nos deixa muito irritados, não?
Pois é, o ideal é sempre dar exemplos positivos e desenvolvermos boas maneiras, assim, essas pessoas que tem o hábito de não respeitar os outros ou tentar fazer coisas erradas, sempre acabam aprendendo através desses exemplos.
Imagine só... Você está paquerando aquele “gatinho” na escola e percebe que ele costuma jogar lixo no chão? Você acha que isso é legal? É bom pensar bem nessas situações e sempre dar bons exemplos para quem é próximo de nós.
No convívio com as pessoas, seja da família ou amigos, sempre devemos cultivar boas maneiras e respeitar os demais.
Veja só algumas dicas:
Diga a verdade...
·         Quando quebrar aquela louça que a mamãe adora, diga a verdade. Provavelmente ela vai ficar mais zangada se descobrir uma mentira sua!
·         Brigar com amiguinho acontece, não pode bater, mas se acontecer tem que dizer a verdade. Cada um tem sua razão e sempre há uma forma de resolver a situação.
·         Pegou o ipod da irmã e quebrou? Tem que dizer a verdade. Ela pode ficar furiosa, mas a raiva passa logo e ela vai saber que tem um irmão sincero.
·         Estava jogando bola e quebrou a janela do vizinho? Isso acontece, mas é muito feio não assumir responsabilidades sobre nossos atos.

Peça por favor e diga obrigado...
·         Pessoas educadas sempre são lembradas com carinho, assim, quando pedir um brinquedo para um amigo não se esqueça de pedir “por favor”.
·         Valorizar as atitudes positivas dos outros é sempre gratificante, assim, quando receber um presente ou um elogio, não deixe de agradecer.
·         Se você tem um grande amigo (a), é legal dizer isto a ele e agradecer por sua amizade. Você pode mandar uma mensagem simples, por e-mail, MSN ou cartão, reconhecendo e valorizando sua amizade.
·         Está no meio das pessoas e quer passar? Não esqueça de pedir licença educadamente.
·         Quando estiver na mesa e quiser alguma coisa, peça “por favor” e agradeça ao recebê-la.

Aprenda a dividir...
·         Brincar com amigos é sempre mais divertido, por isso compartilhe seus brinquedos com eles.
·         Já leu aquele livro interessante? Empreste para seus irmãos, assim, depois vocês poderão discutir sobre a história e imaginar outras aventuras juntos.
·         Comer tudo sozinho? Não, isso não é legal! Divida o pedaço de bolo ou sorvete, com a vovó. Comendo juntos ficará mais gostoso!
·         Compartilhe experiência! Que tal fazer uma grande pintura em conjunto? Peça para a mamãe comprar um papel bem grande e muita tinta, chame os amigos e boa diversão...

Respeite os outros...
·         Você gostaria de estar falando ao telefone e seu irmão começar a cantar alto ou tocar bateria? Claro que não, certo? Então não faça isso quando estiver nessa situação. Antes de qualquer coisa coloque-se no lugar dos outros.
·         Para que respeitem seus direitos, você terá que respeitar os dos outros, assim, pense nisso quando quiser pegar o controle e mudar de canal quando a vovó está assistindo televisão.
·         Ser atencioso e educado com as pessoas é sempre uma boa atitude, assim, nem pense em jogar gameboy enquanto as visitas conversam na sala.
·         Você não gosta que estraguem suas coisas, certo? Então pense melhor antes de pegar os objetos de sua irmã, como revistas, livros, roupas para brincar com o cachorro no jardim.
·         Todos gostam de viver em ambientes organizados, assim, pegar as ferramentas do papai e deixar espalhadas junto com os brinquedos não é legal.

Curiosidades
Algumas pessoas pensam que chegar um pouco atrasado em festas e eventos pode ser “chic”, mas os especialistas em etiqueta mostram que isso é extremamente mal educado, além de representar um desrespeito aos demais, que chegaram na hora certa. Portanto, cuide desse detalhe quando for a uma festa ou outro compromisso importante.
Literatura na Educação Infantil: para começar, muitos livros

Garantir o contato com as obras e apresentar diversos gêneros às crianças pequenas é a principal função dos professores de creche e pré-escola para desenvolver os comportamentos leitores e o gosto pela literatura desde cedo.


Foto: Omar Paixão, produção Adriana Nakata, cabelo e maquiagem Carmem Corrêa e móveis Evolukit

Todos os especialistas concordam que, num país como o Brasil, a escola tem um papel fundamental para garantir o contato com livros desde a primeira infância: manusear as obras, encantar-se com as ilustrações e começar a descobrir o mundo das letras. É nas salas de Educação Infantil que você, professor, deve apresentar os diversos gêneros à turma. Nessa fase, o que importa é deixar-se levar pelas histórias sem nenhuma preocupação em "ensinar literatura". Ler para os pequenos e comentar a obra com eles é fundamental para começar a desenvolver os chamados comportamentos leitores.